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Abarth 124 GT: a recriação de uma lenda

O aspeto exterior convence, o Abarth 124 GT reúne uma série de caraterísticas únicas em termos de design, como faróis redondos, capô longo, traseira curta e farolins retangulares, é difícil olhar para este automóvel e não nos lembrarmos do antigo FIAT 124. A versão com a pintura de carroçaria com a faixa mate, lembra-nos automaticamente o FIAT 124 Abarth de Ralis que utilizava esta mesma faixa para que os pilotos e copilotos não ficassem encandeados com o reflexo do sol na pintura vermelha que a FIAT utilizava na época.

Para os grandes apaixonados pelo Rali de Portugal, este automóvel tem ainda mais significado, por ser em termos de design semelhante ao automóvel conduzido pelo querido piloto Markku Alen. Este piloto desenvolveu um carinho especial por Portugal e pelos portugueses e ganhou cinco vezes o Rali de Portugal Vinho do Porto em 1975, 1977, 1978, 1981 e 1987.

Quando associamos o Abarth 124 GT a este fantástico piloto e ao nosso fantástico Rali de Portugal é impossível não criar uma espécie de ligação emocional com este automóvel. Uma ligação que se torna ainda mais justificável nesta versão GT, que nos brinda com um hard-top em carbono que pesa pouco mais de quatro quilos, com umas jantes O.Z ultraleggera de 17 polegadas envolvidas em pneus 205/45, capas dos retrovisores em carbono e ainda uma inserção em carbono no lábio dianteiro. Estas são as principais diferenças face ao Abarth 124 Spider convencional.

Outros destaques que conhecemos já do Abarth 124 incluem a iluminação diurna led, farolins led, 4 saídas de escape, estribos dos travões pintados a vermelho, para-choques dianteiro e traseiro mais desportivos face ao FIAT 124 Spider, difusor traseiro, entre outros.

Passando ao interior este em tudo se assemelha ao Mazda MX-5. Contudo, como seria de esperar de uma marca italiana, ofereceram-lhe pormenores que fazem a diferença e que fazem o condutor a pensar que está mesmo num interior de um automóvel desportivo italiano. Os assentos em couro vermelhos e pretos que dão destaque à palavra Abarth bordada ao centro, são confortáveis e contam com um sistema de som BOSE também disponível no Mazda MX-5. O volante desportivo é semelhante ao do Mazda MX-5, mas com a típica marca dos automóveis de corrida a vermelho, pele perfurada e melhor pega, tapetes Oficine Abarth, pedais em alumínio, pesponto vermelho e um painel de instrumentos que adota uma numeração com um design diferente e um conta-rotações vermelho. No tablier o couro é substituído pela alcântara com pesponto vermelho e o compartimento central é também revestido a alcântara com o escorpião da Abarth.

No que toca a equipamento de série a viatura conta com chave mãos-livres, câmara de ajuda ao estacionamento traseiro, retrovisor interior com escurecimento automático, assentos aquecidos, ar-condicionado automático, duas entradas USB, patilhas da caixa de velocidades (demasiado curtas), botão de ignição, sistema de navegação e multimédia num ecrã de sete polegadas, sistema de som BOSE, luzes de máximos automáticas, sensores de chuva e luminosidade, entre outros.

O sistema de navegação e multimédia, cumpre as expectativas de quem faça uma utilização básica, quem pretende descarregar aplicações e está à espera de um sistema mais elaborado, não pode contar com isso no Abarth 124. Contudo, este sistema, que pertence à Mazda, é de certeza o mais simples em termos de utilização. É bastante intuitivo e tem gráficos bastante aceitáveis. Já o painel de instrumentos oferece informações de consumos, dados de viagem, estado do automóvel, temperatura do motor, temperatura exterior e pouco mais.

O espaço na bagageira é de 130 Litros o que como seria de esperar não é de excelência, mas dá para levar o essencial o que no caso do Abarth é capacete, luvas, botas de condução e pouco mais, pois o que interessa mesmo é conduzi-lo.

No que toca à condução o Abarth 124 tem uma posição de excelência, onde o acesso aos pedais e ao volante é uma constante, onde a caixa de velocidades está acessível, assim como todos os comandos que permitem ao condutor estar em plena sintonia com este desportivo italiano. Os assentos têm o apoio lombar perfeito, o volante tem uma pega de excelência, o conforto está garantido.

Quando o botão de ignição é pressionado a experiência ganha brilho, surge um ruído que é música para os ouvidos de qualquer condutor, cortesia do escape Rekord Monza que tem o poder de tornar o que já é bom em algo extremamente interessante.

Se há verdadeiros prazeres na vida, conduzir o Abarth 124 é um deles. É um automóvel que oferece um prazer de condução sem igual, através de uma configuração de suspensão firme, um chassi maravilhoso, uma direção direta e uma caixa que, quando manual, é uma delícia. Já esta versão que testámos com caixa automática deixa um pouco a desejar, em virtude das trocas de caixa fora da altura no modo automático e de uma caixa pouco obediente mesmo no modo manual, em que nem sempre é possível selecionar a mudança que queremos em tempo útil, e que muitas das vezes nos deixa sem poder contar com aquela redução que seria ouro sobre azul.

Em termos de motor o Abarth 124 GT tem debaixo do capô o mesmo um ponto quatro litros Turbo, Garret, com 170cv de potência às 5500rpm e 250Nm de binário às 2500rpm. Esta potência é enviada para as rodas traseiras através de uma caixa automática ou de uma caixa manual ambas de seis velocidades. Este motor é entusiasmante e permite algumas brincadeiras a velocidades mais baixas. Quando a sobrealimentação entra em funcionamento, a traseira tende a oferecer alguma diversão extra, que entusiasma os mais aficionados e pode intimidar os menos experientes. Em termos de performance exibe uma aceleração dos zero aos 100km/h em seis vírgula nove segundos e uma velocidade máxima de 229km/h.

Com as ajudas eletrónicas ativas é possível guiar o Abarth 124 de forma entusiasmante sem termos surpresas inesperadas, o que faz com que este seja um automóvel que reúne o melhor dos dois mundos, capaz de divertir e satisfazer quem tem menos experiência e entusiasmar aqueles que estão mais habituados a contra brecagens.

O hard-top em carbono desta versão GT torna o habitáculo mais confortável, oferecendo uma melhor insonorização, e tornando mais fácil a tarefa de falar ao telefone acima dos 120km/h que é difícil com a capota de lona. Para além disso, passa a ser possível ter este automóvel estacionado na rua, sem ter medo de beatas ou mesmo vandalismo. Para retirar a capota existem dois parafusos e encaixes que são relativamente fáceis de operar e demoram pouco mais de dois minutos. Depois de retirarmos o hard-top, podemos usufruir do melhor que um cabrio tem para oferecer. Podemos assim dizer que temos um cabrio preparado para dias de tempestade. Mesmo com o hard-top colocado, o óculo traseiro desembacia em três minutos.

No campo da segurança, o Abarth 124 conta com monitorização de pressão, retrovisor interior com escurecimento automático e controlo de estabilidade.

O Abarth 124 Spider normal está disponível a partir dos 42.000€, já o Abarth 124 GT com o hard-top vê o preço crescer em cerca de 3.500€. Este modelo emite 153g/km de CO2 e paga de IUC: 168,98€.

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