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António Garcez : o regresso do rocker emigrante

António Garcez, fundador dos Arte & Ofício, Roxigénio, Psico e Pentagono está de volta aos discos aos 70 anos, com quatro canções produzidas nos Estados Unidos, onde está radicado, em parceria com cantores e músicos portugueses.

Na promoção daquele que considera “poder ser o melhor disco de rock” que já criou, António Garcez falou à agência Lusa do EP que, prometeu, no “final do ano passará a álbum”.

“Este pode ser o meu melhor disco de rock de sempre talvez pela frescura e jovialidade e, acima de tudo, pela forma como todo o processo aconteceu”, acrescentou o músico de Matosinhos.

Tendo surgido de “forma circunstancial”, o disco do engenheiro radicado nos Estados Unidos “aconteceu relacionado com a forma como as pessoas se relacionam nas redes sociais”, a partir de uma música que lhe foi enviada de Portugal pelo “amigo Ricardo Gordo”.

“Recebi uma mensagem do Ricardo Gordo, que toca guitarra portuguesa, com uma música de Natal americanizada e como tenho uma música escrita há 25 anos, que considero a melhor que escrevi, chamada ‘Musa’, pensei logo ter encontrado a pessoal ideal para a tocar”, explicou Garcez.

De um disco com inspiração nos dois lados do Atlântico, o músico encontra nele a presença portuguesa “pelo lado romântico” conjugado com o “cunho musical norte-americano”.

Com 70 anos de idade, garantiu “não ter limites” e que em “termos de experiência de vida” é “capaz de ter 200 anos”, razão pela qual em 2019 se vê a “voltar aos palcos para promover o álbum”.

“Kiss in heaven”, “Going to love ya”, “Get Out” e “Contradiction” são as quatro canções que até ao final do mês, no Porto, o músico vai promover.

Uma alusão ao seu segundo divórcio, que lhe “custou quase dois milhões de dólares”, “Get out” é também um “grito contra a mulher maquiavélica, controladora, que só pensa em dinheiro”, explicou, enquanto “Contradiction” é um “remake da primeira versão escrita para os Arte & Ofício”.

Cantada em parceria com Joana Lobo, “Kiss in heaven”, segundo António Garcez, fala sobre as “pessoas que flutuam entre ideias e estados de espírito”, finalizando as canções com a história de um “homem que conhece uma mulher na Letónia e a quer convencer a viver consigo noutro país” que se ouve em “Going to love ya”.

Apesar de ter emprego no Estados Unidos, Garcez garante que se o disco que está a produzir “tiver sucesso” e lhe for possível viver da música, viajará “todas as semanas para Portugal para tocar”.