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Aviões e saúde mental: muitas questões ainda por responder

Se há área em que tudo parece perfeito é a aviação. Controle, controle e mais controle. Desde os pilotos à tripulação. Mas quem são os facilitadores no acesso à saúde mental de cada um dos intervenientes em todo o processo?

Sabia que um piloto pode perder a sua licença de voar quando há um diagnóstico de doença mental? Não admira, por isso, o medo entre os pilotos de consultar um psicólogo ou um psiquiatra. Mas sabemos sequer onde está o limiar na procura de ajuda profissional especializada em caso de distress psicológico?

Quem não entende que profissionais com horários inconstantes, longos períodos longe da família e fadiga acumulada deviam ter um acompanhamento psicológico constante? Então, o que podem ser as barreiras no acesso à saúde mental na aviação?

Psicólogo, psiquiatra ou grupo de pares? Não há soluções, há caminhos. E qualquer um deles não deve ser sinónimo de perda de pontos na carreira mas sim de ganhos, quer estejamos a falar de pilotos, quer do resto da tripulação ou mesmo de controladores, técnicos de manutenção e profissionais de terra.

Parece que esta área tem apenas focado três áreas: o screening inicial dos pilotos, o combate ao terrorismo nos aeroportos e o medo de voar dos passageiros.

O que opinam ao dia de hoje companhias aéreas, reguladores e passageiros sobre a aviação e a saúde mental? Acham que estamos mais perante um caso de casamento ou mais perante um caso de divórcio entre as duas áreas?