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Opinião

Belmiro: um dos grandes vultos da Igreja portuguesa na diáspora

É com profunda consternação que acabo de receber da notícia do passamento de um dos grandes vultos da Igreja portuguesa na diáspora.

Desde 1993 que sempre acompanhei de perto a paixão do Pe. Belmiro Nariño Figueira de Campos pela comunidade portuguesa no Luxemburgo.

Foi um dos grandes paladinos pela luta pela liberdade que, por via disso, teve de deixar o país que tanto amava pelas perseguição que lhe foi movida pelo antigo regime português.

Como homem de enorme craveira intelectual teve a ousadia de acompanhar a comunidade portuguesa radicada no Luxemburgo, fundando o Jornal Contacto e dedicando-se sempre de uma forma inexcedível à comunidade portuguesa.

Do mesmo modo foi um dos grandes obreiros pelo lançamento de pontes inter-religioso em permanente diálogo com todas os credos, raças e culturas, tendo granjeado enorme estima junto de todos aqueles que com ele convivia e por via dessa força intrínseca conseguiu, acompanhado pelo seu grande amigo Pe. Vítor Melícias, na altura presidente da União das Misericórdias Portuguesas, fundar a Santa Casa da Misericórdia do Luxemburgo.

Era um homem sempre disponível para acolher, ajudar e apoiar em todas as vertentes humanas, culturais.

Para além de outros cargos que assumiu destaco-o como Presidente da União Europeia das Misericórdias (UEM) e, membro da Confederação Internacional das Misericórdias (CIM).

Neste momento de dor, rogo a Nossa Senhora da Misericórdia que o acompanhe e leve à presença do Criador, na certeza de que já faz parte do reino de Deus pelo bem que praticou ao longo da sua vida terrena. Honra e glória a Deus. Paz à sua alma.

José Nunes
União das Misericórdias Portuguesas