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Condutor que atropelou cinco peregrinos em Coimbra começa a ser julgado

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O condutor que atropelou mortalmente cinco peregrinos em Coimbra, em 2015, vai começar a ser julgado esta terça-feira sob a acusação de cinco crimes de homicídio por negligência e quatro crimes de ofensa à integridade física por negligência.

O julgamento, no Tribunal de Coimbra, surge na sequência do acidente que provocou a morte de cinco peregrinos e que deixou outros quatro feridos, quando um jovem condutor de um automóvel se despistou à saída de uma curva no Itinerário Complementar (IC) 2, na localidade de Cernache, em Coimbra, invadindo a faixa onde seguiam a pé cerca de 80 pessoas, em direção a Fátima.

O condutor de 26 anos, residente em Penela, concelho do distrito de Coimbra, é também acusado pelo Ministério Público da prática de um crime de condução perigosa de veículo automóvel, incorrendo ainda na pena acessória de proibição de condução de veículos automóveis.

O acidente ocorreu por volta das 03:45, a 02 de maio de 2015, um sábado. As cinco vítimas mortais, com idades entre os 17 e os 67 anos, eram provenientes de Mortágua, distrito de Viseu.

De acordo com a acusação a que a agência Lusa teve acesso, o Ministério Público entende que o jovem atuou “de forma leviana, imprudente e desatenta”, sublinhando que a recolha de amostra de sangue feita ao condutor duas horas depois do acidente revelou uma taxa de alcoolemia de 0,9 gramas/litro de sangue (g/L) e a presença de substâncias psicotrópicas (droga).

De acordo com o MP, o jovem fez uma condução “com acelerações e travagens bruscas, a uma velocidade desadequada [alegadamente acima do máximo permitido]”, num piso onde tinha chovido “recentemente”.

O Ministério Público refere ainda que o arguido acabou por “perder por completo” o controlo do carro ao descrever uma curva à esquerda, invadindo a faixa contrária e colhendo no despiste nove peregrinos de um grupo de 80 que seguiam na via reservada pela Infraestruturas de Portugal para os mesmos. Morreram cinco dos peões atropelados.