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Governo acompanha portugueses no Quénia perante vaga de protestos

© Reuters

O Governo está a acompanhar a comunidade de cerca de mil portugueses que atualmente vive no Quénia, país que enfrenta violentos protestos pós-eleitorais, indicando que, até ao momento, não há registo de incidentes com cidadãos nacionais.

Atualmente, segundo afirmou este sábado à Lusa o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, residem naquele país “cerca de mil portugueses, além de dezenas, sobretudo empresários, que são flutuantes, trata-se de uma população flutuante”.

“Para já, de acordo com informações dos nossos serviços consulares, não há registo de incidentes com portugueses, nem qualquer pedido de apoio consular”, referiu José Luís Carneiro, mencionando que “os acontecimentos e as condições que se estão a viver e a conhecer são de facto preocupantes”.

O secretário de Estado destacou os relatos de violência que têm surgido de Kisumu, no oeste do país, e em dois bairros em Nairobi, Kibera e Mathare.

“Por isso estamos concentrados a acompanhar o movimento ou qualquer pedido de portugueses que haja em relação aos serviços”, concluiu.

A organização Comissão Nacional para os Direitos Humanos do Quénia (KNCHR, na sigla em inglês) disse hoje que pelo menos 24 pessoas, das quais duas menores, morreram devido a tiros da polícia durante protestos em diferentes zonas do país.

Do total de vítimas mortais, 17 morreram em subúrbios da capital, Nairobi, onde se têm registado confrontos desde a noite de sexta-feira entre a polícia e apoiantes da oposição, que não aceita a vitória eleitoral do Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, alegando a existência de fraude.

A Comissão Eleitoral do Quénia confirmou na sexta-feira que o Presidente Uhuru Kenyatta é o vencedor das eleições de terça-feira, com 54,27% dos votos, enquanto o candidato da oposição Raila Odinga alcançou 44,74%.

A oposição já advertiu que não desistirá da proclamação de Odinga como vencedor das presidenciais, considerando que a repressão dos motins pela polícia constitui uma tentativa “de submeter” a oposição.

Na violência pós-eleitoral de 2007 no Quénia morreram pelo menos 1.100 pessoas e mais de 600 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas.