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Neuchâtel tem uma original estátua no coração da cidade

Poliestireno, madeira, resina, látex, tinta acrílica e verniz para barco. Esta é a conjugação de materiais imprevisíveis e a tentativa de dar forma a um dos – ainda – mais misteriosos da órgãos da sexualidade feminina que levaram o artista suíço, de 25 anos, Mathias Pfund, que integra o coletivo Smalville, a querer agitar pensamentos lógicos, arredando a polémica e o choque dos seus objetivos iniciais.

Instant Pleasure é uma obra de arte efémera que está agora em exposição na Place de L’Europe, na cidade de Neuchâtel, e só poderá ser apreciada até 21 de outubro.

“O objetivo não era chocar, para todos os efeitos estamos bastante surpreendidos pela proporção mediática que o assunto tomou. As reações sobre o projeto nas redes sociais foram vivas, ainda mesmo antes da instalação da obra”, revelou o site Delas.

Pfund confirmou que a ideia inicial era fazer uma “fonte ejaculante”, mas as contrariedades logísticas levaram o coletivo – e o artista plástico em particular – a repensar e simplificar o projeto.

Para Mathias Pfund é evidente que “este gesto não é anódino e participa, à sua escala, na visibilidade do órgão do prazer”, afirma àquela publicação francesa, à qual vinca que, para lá da vertente pedagógica, este projeto tem querido manter “uma dimensão lúdica uma vez que a forma abstrata só se torna concreta se for explicado que se trata de um clítoris”.

E justifica: “Uma vez que muita gente desconhece a forma inteira e absoluta do órgão, a obra permanece aberta a outras interpretações. Mas devo precisar que a minha escultura procura respeitar a anatomia do clítoris.”