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Português ganha prémio internacional para professores de dança

Sérgio Lima acaba de ser escolhido pela IDTA (International Dance Teachers Association) para um das quatro galardões anuais. Com sede em Brighton, Inglaterra, esta instituição que junta mais de 7.000 professores e outros profissionais da dança em mais de 55 países, atribuiu uma bolsa a este português de Gaia de 38 anos. Dia 1 de julho, Sérgio Lima vai ao Reino Unido, à gala da IDTA, buscar o galardão.

“Sempre tive a paixão pela dança e desde muito novo que dei os meus primeiros passos, sendo o filho mais novo era o “escolhido” pela mãe para dançar nas festas e romarias”, explicou Sérgio Lima ao BOM DIA.

Desde os 16 anos que o gaiense descobriu o mundo da dança de salão e desde o primeiro minuto sentiu que seria “um relacionamento para toda a vida”. Entre 1997 e 2010, Sérgio Lima viveu um dos períodos mais importante da sua carreira, como competidor na Associação Portuguesa de Professores de Dança de Salão Internacional (APPDSI), tendo conquistado diversos troféus nos vários escalões de Danças de Salão Modernas, Latino-Americanas e em Mambo/Salsa, tendo alcançado as categorias cimeiras.

“Dançar e competir em ambos os estilos, Modernas e Latinas, foi a missão mais desafiadora que eu tive que gerir naquela época”, considera o gaiense, pois a exigência era muito grande: “doze horas da minha semana, eram inteiramente dedicadas a ter aulas e prática. Combinando sempre esta paixão com a responsabilidade do meu trabalho na Segurança Social, que também muito prezo e tento sempre marcar a diferença”. Como dançarino Sérgio Lima também participou em filmes como a produção espanhola “Juana La Loca” de Vicente Aranda (candidato às nomeações para o Óscar de melhor filme estrangeiro e vencedor do prémio Goya para melhor filme em 2002) e na serie portuguesa da RTP “A Ferreirinha” de Moita Flores, em 2004.

Durante esse caminho, em 2010, Lima foi forçado a pôr fim à carreira competitiva devido a uma cirurgia a um pé. Este episódio tornou-se na oportunidade para passar a um novo nível, agora como professor, mas “continuando a minha formação teórica e prática e também compartilhando o meu conhecimento, tornaram-se as minhas novas prioridades, sempre com o objetivo de melhorar e inovar a qualidade da dança e dos métodos pedagógicos”, explica.

Atualmente ensina dança social em quatro escolas distintas, onde lida com uma variedade de personalidades e habilidades que o desafia “a aplicar diferentes abordagens e técnicas motivacionais como uma forma de desenvolver os dançarinos, nunca esquecendo de sempre alimentar a sua paixão”.
Considera que neste momento tem outra satisfação, “a de ter iniciado o estágio como júri em Portugal. Não esqueço o impacto que alguns júris tiveram sobre mim como competidor, pelo que reconheço a enorme responsabilidade que isso significa”.

E quanto ao galardão que agora obteve, Sérgio Lima explica ao BOM DIA como aconteceu este reconhecimento: “a bolsa John Dilworth Scholarship Awards é atribuída pela IDTA, em memória do ex-secretário da instituição que ocupou o cargo de 1967 a 1976, para ajudar na continuação dos estudos e formação em dança, a candidatos que efetuem exame para Associate, nas categorias de Ballroom, Latin, Classical Sequence e Freestyle, tendo os nomeados de ser fantásticos candidatos e conseguindo uma marca de distinção, sendo posteriormente analisado o seu percurso na dança, bem como os objetivos futuros”. E pelos vistos Sérgio Lima convenceu os responsáveis da IDTA: “na sequência do exame efetuado em 2017 no Algarve, conduzido pela exma. sra. examinadora Mrs Lynda King, onde foi avaliada a demonstração a par, demonstração a solo, teoria dos passos e a capacidade de ensino, a minha qualificação colocou-me na lista de nomeados, o que só por si já é uma honra e um enorme privilégio”.

E é com modéstia que Sérgio Lima afirma que “ter sido presenteado é algo que me deixa sem palavras”, mas reconhece que é uma recompensa “pelo que tem sido o meu percurso de 22 anos de paixão e dedicação, gerando uma motivação e responsabilidade adicional, sempre com a enorme vontade de continuar esta travessia com a mesma mentalidade, estudando, trabalhando, sonhando e acreditando”, conclui.