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Rui Rio amorfo para se queimar mais um

Surpreendeu todos!
O primeiro a quem surpreendeu foi a ele mesmo.
Conquistada a segunda capital portuguesa – o Porto, não sem habilidades, foi conquistando simpatias pelo seu trabalho e antipatias para muitos outros pela sua posição convicta, firme e intransigente – como penso dever de qualquer servidor da causa pública.
Assim aconteceria em mais dois mandatos naquela autarquia que por lei pôde concorrer.
Fez obra! Trabalhou.  Trabalhou razoavelmente, mas não foi reconhecido na generalidade como acontece àqueles que fazem algo de positivo.
Em Portugal, os portugueses valorizam mais os medíocres, os oportunistas, aqueles que usam colarinhos brancos tão coçados que precisam de expedientes para adquirir camisas novas.
Uma sina antiga!
Quanto mais mácula um indivíduo tem, mais admirado, mais benquisto é do povo a quem o General Galba denominou de não se saber governar nem se deixar governar.
Rui Rio ficou uns anos a marcar passo. A ver qual o caminho teria melhores escolhos: se a candidatura a primeiro-ministro, se à presidência da República.
Estes lugares não estão disponíveis sempre, nem a quem o quer, nem, ainda, quando o quer porque deriva de ciclos e de consequências.
Rio, por mor do capital adquirido no Porto, tinha agora este caminho a acenar-lhe pelas mãos de quem está sedento que as suas cores partidárias voltem ao poder.
Rui Rio não terá o mesmo talento para governar o país, se a esse lugar for promovido, como teve no Porto.
O agora eleito presidente do PSD, vai marcar muito a agenda política, por todos e quaisqueres motivos.
Quezílias internas e polémicas gerais que se vão suceder, até que os seus partidários
entendam que devem ser discretos, num comportamento que os sociais-democratas sabem muito bem praticar. Estes e os partidos de direita, como eu já tenho dito.
(As esquerdas, as esquerdas unidas, sempre foram mais trauliteiras, mesmo quando não unidas.)
Daí que seja mais difícil entender-se porque elas, as controvérsias, neste processo foram muito mais visíveis.
Por este motivo eu não direi já muito mais. Mesmo aquilo que eu gostaria de dizer antes desta eleição. Muito vai haver e a ver.