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Seis filmes portugueses no festival de Sevilha

 Seis filmes portugueses ou de coprodução portuguesa, incluindo “Raiva”, de Sérgio Tréfaut, “Extinção”, de Salomé Lamas, e “Mariphasa”, de Sandro Aguilar, fazem parte da seleção oficial do Festival de Cinema Europeu de Sevilha, que decorre em novembro.

De acordo com informação disponibilizada no ‘site’ do festival, “Extinção”, de Salomé Lamas, está na secção As Novas Vagas – Não Ficção, “Raiva”, de Sérgio Tréfaut, e “Mariphasa”, de Sandro Aguilar, na secção As Novas Vagas e “Sobre Tudo Sobre Nada”, de Dídio Pestana, e “Rei Sol”, de Albert Serra, uma coprodução Portugal/Espanha, na secção Revoluções Permanentes.

Também selecionado para o festival está “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidtt, exibido na secção dedicada aos filmes selecionados para os Prémios Europeus de Cinema (EFA – European Film Awards).

“Diamantino” é o único filme português entre as 49 longas-metragens selecionadas, de 35 países, aos EFA, cujos nomeados serão anunciados durante o Festival de Cinema Europeu de Sevilha.

“Diamantino”, ainda sem data de estreia prevista em Portugal, conta a história de Diamantino, interpretado pelo ator Carloto Cotta, uma superestrela do futebol mundial, cuja carreira cai em desgraça.

O filme venceu em maio o Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes. Depois disso, já foi exibido no Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, no Festival de Cinema de Nova Iorque e no Festival de Cinema de Londres.

“Raiva”, de Sérgio Tréaut, que se estreou nos cinemas em Portugal, é um filme de ficção a partir do romance “Seara de Vento”, de Manuel da Fonseca.

A partir desta obra do neorrealismo português, Sérgio Tréfaut construiu um filme de época, que recua ao Alentejo dos anos de 1950, mas que aborda questões ainda atuais sobre poder e pobreza.

 Antes da estreia no circuito comercial, o filme teve várias exibições no Alentejo, nomeadamente em Beja, Moura, Cuba e Santiago do Cacém.

“Extinção”, de Salomé Lamas, que aborda a problemática das fronteiras na atual Rússia e o conflito que algumas destas regiões mantêm, sob o peso da história da antiga União Soviética, estreou-se em março no festival CPH:DOX, na Dinamarca.

O filme está em exibição, até 25 de novembro, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC-MC), em Lisboa.

“Mariphasa”, de Sandro Aguilar, é um filme com pistas narrativas sobre um tempo de ruínas, como refere o festival de Vila do Conde, que exibiu esta produção no ano passado.

O filme foi também exibido, entre outros, no Festival de Cinema de Berlim e no Festival Internacional de Cinema de Lisboa – IndieLisboa.

“Sobre Tudo e Sobre Nada”, o primeiro filme de Dídio Pestana, resulta de um “registo diário em super8” de “viagens entre Berlim e Lisboa, relações que brilham e depois morrem, trabalhos e idas e vindas, mudanças, vicissitudes familiares, humores esquivos e fugazes como a luz que acaricia o ecrã”.

O filme foi exibido em agosto na 71.ª edição do festival de Locarno, integrado na secção Signs of Life.

“Rei Sol”, do espanhol Albert Serra, foi filmado em Portugal em 2017, na Galeria Graça Brandão, em Lisboa, tendo como curador o crítico de arte Alexandre Melo.

O 15.º Festival de Cinema Europeu de Sevilha decorre de nove a 17 de novembro.

No ano passado, o filme português “A Fábrica de Nada”, de Pedro Pinho, venceu o prémio principal do festival, o Giraldillo de Oro.

Veja o trailer de “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidtt, abaixo: