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2020 está a ser um bom ano para as pedreiras portuguesas

© Nuno Cerqueira

As exportações de pedra natural portuguesa registadas este ano, até setembro, continuam abaixo dos valores de 2019, mas estão muito próximas dos 270 milhões de euros registados em 2018.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a Associação das Empresas Portuguesas de Recursos Minerais lembra que 2019 foi um ano recorde, com o valor agregado de exportações a ultrapassar ligeiramente os 320 milhões de euros, mas considera que os valores deste ano refletem uma recuperação “muito positiva” face às “expectativas de quebra” no início da pandemia de covid-19.

“É um sinal de que o setor tem sido capaz de reagir às contrariedades que resultaram do confinamento, do encerramento de fronteiras e da paragem do comércio internacional que aconteceu em março e abril passados”, referiu a vice-presidente da Assimagra, Célia Marques.

O principal destino das exportações de pedra natural portuguesa continua a ser a Europa, com um total de exportações de 1,3 milhões de toneladas até setembro, a um preço médio de 201,23 euros por tonelada, explica ainda o documento.

Segundo a vice-presidente da Assimagra, a expectativa das empresas no início da pandemia era de que as exportações “caíssem cerca de 30%” até ao final do ano, mas face a estes dados “é agora expectável que as quebras não cheguem aos dois dígitos” com o total de exportações a ficar muito próximo de 2018.

“Esta recuperação deve-se ao esforço e capacidade [das empresas] do setor em corresponder aos projetos que tinham em carteira e de se adaptarem às novas ferramentas e plataformas digitais, havendo agora mais empresas a usar essas soluções que começam a gerar maior confiança”, considerou Célia Marques.

O crescimento das exportações, no entanto, só deve voltar aos níveis pré-pandemia “lá para finais de 2021 ou 2022”, uma vez que o regresso à normalidade no que respeita à “circulação e presença em feiras internacionais” são fatores “essenciais” de posicionamento e promoção internacional do setor.

Por isso, o comunicado reforça o apelo feito pela Assimagra ao Governo, em 19 de novembro, para que a publicação da futura lei das pedreiras, cujo texto final ainda não é conhecido, não ocorra em plena crise pandémica.

“O setor e o país precisam de recuperar economicamente do abalo que foi o segundo trimestre e, portanto, não é o momento de penalizar as empresas com adaptações legais que obriguem a demasiados procedimentos administrativos amplamente burocráticos e dispendiosos”, justificou Célia Marques.