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A correia de transmissão

Telmo Correia foi eleito líder parlamentar do CDS-PP numa bancada de cinco deputados.

É a terceira vez em diversas legislaturas que Telmo Correia é chamado a este lugar. Eu sei que a escolha não é, não pode ser vasta, mas não será muito diferente da truculência de Cecília Meireles que assumiu o lugar após as eleições de Outubro quando avocou o “espaço” e o estilo que foi prostrando Assunção Cristas. E atrás de si o CDS-PP como quase todos sabemos.

Cecília Meireles, já eu o disse, peca em deslumbre. Não aprendeu com Assunção Cristas que por mor do seu deslumbramento nem há muito mais a adjectivar, e Cecília Meireles tem imitado à exaustão. Exaustão: copia com cópia. Nem fotocópia.

Se a deputada tem em si o deslumbre, já o tinha no mandato anterior – não esquecer a mãozinha amiga do colega a contê-la no entusiasmo -, Telmo Correia é espirituoso: ambivalente entre o ciscunspecto, o metódico e o brejeiro.

Telmo Correia tem ar de cátedra, de estadista, provavelmente suportado por quando foi correia-de-transmissão enquanto Ministro do Turismo no XVI Governo, entre 2004 – 2005.

Toma-se por conceituoso. O que não deixa de ser presunção – que cada um toma a que quer e ele(s) lá sabe(rão).

Mas insinua-se estadista – pessoa em si que ocupa espaço ao derredor.

Ora como eu gosto de uma boa oposição, fico grandemente desagradado porque preferiria ver o CDS-PP – e vincadamente Telmo Correia a opor-se dinâmica e construtivamente. E não vai acontecer. Vai fazer o CDS-PP centar-se na(s) sua(s) figura(s) – polemizar – o espaço físico, um elmo em seu redor – em vez de fazer a verdadeira, aquela oposição que o CDS-PP até tem quem a saiba fazer. – O CDS-PP não é só o grupo parlamentar.

Mas enfim. São políti… Não. Não são políticas. São modos de estar, são prosápia(s).

Aventaria Telmo Correia a candidato à presidência da República.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)