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CGD diz que sucursal de França tem de ser solidária com esforços do grupo

O presidente da CGD repetiu hoje que quer manter a operação em França, que está a negociar com as autoridades, mas que só acontecerá se a “operação for sustentável, rentável e solidária” com os esforços feitos pelo banco.

“A CGD pensa que deveria tentar que a sucursal de França continue no seu perímetro, apesar do que foi negociado entre o Estado português e a Direção-Geral da Concorrência” da Comissão Europeia, disse hoje Paulo Macedo, na apresentação dos resultados do banco do primeiro trimestre (68 milhões de euros), repetindo o que já tinha dito no parlamento no final de março.

Contudo, disse, para isso acontecer, a operação tem de ser “sustentável, continuar rentável e solidária”, referindo que “independentemente dos interesses dos trabalhadores em França todo o ajustamento da Caixa está a recair em Portugal e não em França”.

“Em Portugal estamos a reduzir 2.200 trabalhadores [ao longo de vários anos] e em França ninguém, é bom que [os trabalhadores] tenham aspirações, lutem, mas que também haja noção de que se está a fazer ajustamentos”, acrescentou.

Questionado sobre o que significa a operação de França ser solidária, Paulo Macedo não foi explícito.

“O que dizemos é que esta exigência [de redução de trabalhadores e agências] felizmente não se aplica a França, não foi pedida a França nenhuma exigência porque queremos corresponder a muitas das reivindicações dos trabalhadores em França, mas há que ter um quadro do que é dissonante em França face a Portugal”, afirmou.

Em abril deste anos foi aprovada uma “greve ilimitada” na sucursal da CGD em França, um movimento apoiado pelos sindicatos Force Ouvrière e CFTC, que querem respostas sobre o futuro da CGD em França, onde há 48 agências e mais de 500 trabalhadores, que temem a alienação da operação como decidido entre Estado português e a Comissão Europeia.

No início de maio, a CGD proibiu a realização de assembleias-gerais dos trabalhadores nas instalações do banco que estão em greve na sucursal de França, considerando que “o direito à manifestação está a ser respeitado”, mas que o direito ao trabalho por parte de quem não aderiu a esta greve, que são cerca de dois terços dos colaboradores, fica deste modo garantido”.