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Conselho da CCPL pode dissolver a Confederação

Sem presidente desde o outono do ano passado, o Conselho da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL) reune-se amanhã de forma híbrida, na União Desportiva de Wormeldange e online.

Segundo o que o BOM DIA conseguiu apurar, a reunião do Conselho vai tentar encontrar uma solução dirigente depois de Elisabete Soares ter deixado a presidência da direção. Além da presidente, apresentaram também demissão Catarina Salgueiro Maia, Gracinda de Jesus e Carla Elódio.

A convocatória para a reunião do órgão máximo da CCPL, revelada pelo jornal LUX24, prevê interinar as demissões referidas e debater o futuro da estrutura.

O mesmo jornal afirma que a Confederação estará numa situação tão complicada que já não tem serviços como telefone ou internet. As últimas contas públicas da CCPL datam de 2016.

Apesar de a convocatória já ter chegado aos jornais, há conselheiros que disseram ao BOM DIA não terem recebido convite para a reunião.

Mário Lobo, antigo dirigente da Confederação, um dos nomes mencionados para suceder a Elisabete Soares, disse ao BOM DIA que não se vê como candidato na medida em que o seu projeto foi derrotado em 2018, no último congresso. O membro do Conselho da CCPL, e vice-presidente do Conselho Nacional de Estrangeiros do Luxemburgo, recorda o seu posicionamento aquando do último congresso em artigo publicado no BOM DIA: “o meu projeto não mereceu o apoio dos congressistas, por isso resta-me tão só aceitar a derrota do meu objectivo de que do congresso pudesse sair um Conselho da Confederação representativo da comunidade”.

Um dirigente associativo disse ao BOM DIA que uma solução para a CCPL poderia ser o regresso de Paula Martins, que antecedeu Elisabete Soares e sucedeu a Coimbra de Matos na presidência da direção da Confederação. A mesma fonte considera que o facto de a reunião se realizar em Wormeldange, na associação que mais pesa na CCPL e que apoia a “sua” Paula Martins, poderá ser o sinal de um regresso da ex-presidente. Recorde-se, contudo, que Paula Martins manifestou, aquando do congresso de 2018, a sua indisponibilidade por razões profissionais.

Se não houver interessados em criar um orgão diretivo, alguns membros do conselho disseram ao BOM DIA ser “provável a dissolução pura e simples da Confederação”.