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Cristèle Alves Meira: o cinema permite-me voltar às origens

Invisível Herói” é a segunda curta-metragem de Cristèle Alves Meira a ser exibida no Festival de Cannes. Foi lá que a realizadora portuguesa a viver em Paris falou ao BOM DIA.

O invisível herói é “um homem cego que não é ator profissional, escrevi o filme a partir da vida dele, a vida real”, explica Cristèle situando a narrativa num território híbrido, contando que a partir da realidade “imaginei uma ficção”.

Como pano de fundo está a Lisboa dos turistas, que Cristèle não se coíbe de criticar. Na verdade são os invisíveis que lhe interessam retratar, as minorias, a história de um invisual na Lisboa cabo-verdiana.

Esta curta-metragem chega numa altura em que Cristèle espera por apoios para concretizar o seu projeto de uma longa-metragem passada em Trás-os-Montes. Em entrevista ao BOM DIA a realizadora levantou um pouco do véu sobre este filme acerca das “crenças locais, uma história de transmissão mística e esotérica.”

A narrativa de uma filha de emigrantes que volta no verão à sua aldeia transmontana sugere um ponto de contato com a vida de Cristèle Alves Meira. A portuguesa não se esquiva a esta relação de ideias.

Quando questionada sobre a escolha recorrente de filmar em Portugal, a realizadora confessa que o cinema permite “voltar às minhas raízes, às minhas origens, contar histórias das minhas memórias de infância, das minhas férias em Portugal”.

Confira a entrevista completa: