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E se parassemos e reflectissemos?

E que tal parar mesmo para reflectirmos? Todos. Sociedade e não só a política, porque essa vai gizando e passando por entre os pingos de chuva para Chegar a onde vale tudo: tudo vale.

Há uns dias escrevia no meu artigo Que Fique Clarinho, que estamos muito mal quando de modo mais ou menos velado, mais que por esta ou aquela estratégia – económica ou política, sobretudo, pretendemos envolver o senhor Presidente da República nas quezílias, batemos no fundo.

Já batemos muitas vezes – por vezes parecemos uma bola de pingue-pongue, ou mesmo o palhacinho que salta na caixinha das surpresas porque a este nível a profundidade é mais que uma uma mina aclivada ao mais baixo nível possível.

Chegados a este número não vejo muito mais que justifique a necessidade de parar para reflectir enquanto sociedade, mas especialmente a política – esta nunca pode ser esquecida por sombra alguma – esta está logo nas principais trincheiras. Até por tudo que vamos presenciando quer ao nível da abstenção nas eleições, quer ao nível do ataque vil e ronhoso que são os espaços de debate político. (Ainda que por aqui houvéssemos de chegar à Assembleia da República para presenciar guerras pessoais ou partidárias em deterimento de tudo o que realmente nos interessa, interessa ao país).

Quase todos nós já fomos objecto deste ou daquele motivo a qualquer momento em que verificamos que o tal palhacinho faz bem mais figura que muitos de nós, quem se nos diz dirigimos o destino.

Portugal bate no fundo quando vamos a uma farmácia e se nos diz que aquele medicamento não está disponível. Sempre pelo mesmo motivo: este ou aquele laboratório não o produz porque a fórmula assim o exige. Fala muito alto o valor fiduciário.

E é assim que num país se continua a cavar a sepultura – não dos poderosos, mas, exactamente, dos mais frágeis até pela doença. E aí disponibilizamos todas as condições de supremacia ao nível de todos se empurrarem para ter um lugarzinho da Assembleiada República, como dizia o ainda Presidente do PSD, ou para entrar num ministério, cuidando de fazer crer que estão na política desinteressadamente, voluntariosos, defensores de casas mais outros bens móveis de elevados cc.

Alegando-se filantropos aos serviço de uma partido, para esfrangalhar-nos mas mesmo assim se mantêm unos, aglutinados para se defenderem, servirem interesses e valores corporativos.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)