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Fotojornalista português tem exposição em Bruxelas

A exposição de fotografia “Living Among What’s Left Behind”, do fotojornalista português Mário Cruz, estará patente em Bruxelas, a partir de dia 17 deste mês no âmbito do Festival des Libertés.

“Living Among What’s Left Behind” estará patente no Teatro Nacional de Bruxelas até 26 de outubro, enquanto decorre a edição deste ano do Festival des Libertés que, de acordo com informação disponível no ‘site’ oficial da iniciativa, “vai mobilizar todas as formas de expressão para oferecer uma visão geral do estado de direitos e liberdades em todo o mundo, para assinalar perigos à espreita, incentivar a resistência e promover a solidariedade”.

A exposição (“Vivendo entre o que é deixado para trás”, em português) reúne imagens que Mário Cruz captou ao longo de um mês nas Filipinas, onde visitou comunidades que vivem ao longo do rio Pasig, testemunhando uma situação extrema de poluição ambiental que os habitantes enfrentam há décadas.

Uma das fotografias incluídas na mostra deu a Mário Cruz o terceiro lugar na categoria Ambiente, em imagem ‘single’, no World Press Photo 2019.

A imagem premiada mostra uma criança a recolher materiais recicláveis, para obter algum tipo de rendimento que lhe permita ajudar a família, deitada num colchão rodeado de lixo, que flutua no rio Pasig, que já foi declarado biologicamente morto na década de 1990.

Com este trabalho, Mário Cruz venceu também a categoria Ambiente do prémio Estação Imagem 2019 Coimbra.

“Living Among What’s Left Behind” esteve patente no Palácio Anjos, em Algés, no concelho de Oeiras, entre 06 de abril e 30 de junho, e deu origem a um livro, editado pela Nomad e desenvolvido pelo Estúdio Degrau.

De acordo com o fotojornalista da agência Lusa, depois de Bruxelas, a exposição passará novamente por Portugal, seguindo depois para Itália.

Mário Cruz, de 32 anos, conquistou em 2016 o primeiro lugar na categoria Temas Contemporâneos do World Press Photo, com um trabalho sobre a escravatura de crianças – dos meninos Talibés – no Senegal (“Talibés – Modern Days Slaves”), que deu origem a um livro, depois de publicado na Newsweek, e que constituiu um alerta global. No Senegal, foram distribuídos panfletos com fotografias feitas por si, tendo sido resgatadas centenas de crianças.