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França proíbe que se chame bife a um produto feito de soja

Os produtos proteicos à base de plantas não poderão ser rotulados com nomes relacionados com produtos de origem animal. Ou seja, em França passa a ser proibido denominar uma alimento, por exemplo, feito de soja, como bife de hamburguer de soja.

A partir de 1 de outubro de 2022, os produtos vegetais não terão o direito de ter os termos “bife” ou “bacon” no seu rótulo. Para evitar o desperdício, o decreto ainda leva em consideração “alimentos fabricados ou rotulados” antes dessa data, para que possam ser comercializados até 31 de dezembro de 2023.

A nova lei francesa também especifica o nível de proteínas vegetais que um produto pode conter para manter o nome. Por exemplo, para ser chamado bife só pode ter 7% de proteína vegetal, no caso das salsichas 3%, e produtos como presunto ou bacon podem conter apenas 0,5% de proteína vegetal senão devem adotar outro nome.

O texto abre uma exceção para produtos fabricados ou comercializados por outro país da União Europeia, de modo que não estarão sujeitos a essa nova regra os produtos importados. Além disso, a Europa já proíbe certos nomes para produtos à base de leite, os produtos vegetais não podem ter o nome “iogurte” ou “queijo”, por exemplo.

Todos os principais sindicatos do setor animal estão satisfeitos com esta decisão, este texto é aguardado “há vários anos”. Representa “um passo essencial em favor da transparência da informação ao consumidor, bem como da preservação de nossos produtos e know-how”, explicou Jean-François Guihard, presidente da Interbev, a associação nacional interprofissional de gado e carnes, citado pelo Le Monde .

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