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Galiza: não há controlo obrigatório para viajantes portugueses

O presidente da Junta da Galiza, Alberto Nuñez Feijóo, garantiu esta quarta-feira que o mecanismo de identificação de viajantes implementado naquela região autónoma é “voluntário”.

A informação terá sido avançada por Feijóo ao embaixador de Portugal em Espanha, João Mira Gomes, com quem manteve uma reunião para esclarecer as implicações da medida, que também abrange visitantes lusos. Numa nota de imprensa divulgada esta tarde pela Junta da Galiza, o Presidente do Governo galego informa da possibilidade de “regionalizar Portugal”, no sentido de que possivelmente nem todas as regiões portuguesas, estarão abrangidas pela medida.

“Nos próximos dias, o conselheiro sanitário vai reunir-se com o secretário de Estado de Saúde para abordar a possibilidade de regionalizar Portugal dentro do protocolo elaborado pela Junta”, adianta o referido comunicado. O presidente do governo galego admitiu ao embaixador português “a necessidade de estabelecer uma diferenciação por zonas de alta incidência da covid-19 também no país vizinho, face aos estreitos laços que os unem”.

Feijóo garantiu ainda que os visitantes lusos terão à sua disposição, caso o necessitem, o serviço de saúde galego, no que toca “a informação e recomendações sanitárias, medidas de seguimento, reconhecimento e controlo” da covid-19, incluindo a “realização de testes de diagnóstico”.

Segundo uma outra nota enviada esta tarde às redações pelo Ministério do Negócios Estrangeiros (MNE) resultou do encontro a certeza que “não existe qualquer classificação de Portugal como «país de risco» por parte da Comunidade Autónoma da Galiza” e que “o mecanismo de comunicação estabelecido para os cidadãos que entram na Galiza não significa, nem poderia significar, qualquer restrição, impedimento, condicionamento à livre circulação de cidadãos portugueses naquele território”.

O Embaixador português terá também sido esclarecido que “é voluntário” o fornecimento de dados pessoais às autoridades sanitárias galegas, pelos visitantes oriundos de territórios que “possuam uma incidência epidemiológica 3,5 vezes superior à da Galiza”.