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Homicida de Maëlys nega culpa pela morte de militar

O presumível homicida da criança lusodescendente Maëlys de Araújo, igualmente indiciado pelo assassínio de um militar desaparecido, admitiu ter estado com o homem, mas rejeitou qualquer responsabilidade pela sua morte.

Nordhal Lelandais, 35 anos, fez esta declaração a 05 de fevereiro, perante o juiz que instruía o caso do desaparecimento do cabo Arthur Noyer em Chambéry (centro-leste), segundo revelaram hoje fontes próximas do processo.

O jovem militar, de 23 anos, desapareceu na noite de 11 para 12 de abril do ano passado após ter saído desta cidade nos Alpes e o seu ADN foi identificado nos “restos de um crânio humano” descoberto por um caminhante, no início de setembro. Outros ossos foram encontrados em janeiro, nas proximidades.

Lelandais foi acusado a 20 de dezembro do assassinato do homem. Na altura, o procurador local, Thierry Dran, deu conta da existência de “indícios graves e concordantes”, fornecidos pelo controlo do telefone do suspeito, consistente com o da vítima na noite dos factos, e a presença do seu carro nos locais onde desapareceu Arthur Noyer, atestado por imagens de videovigilância.

Perante o tribunal em dezembro, o suspeito contestou “todos os factos”, tendo apenas admitido ter estado nos mesmos locais que o militar.

Já a 05 de fevereiro, reconheceu ter dado boleia a Arthur Noyer, que saiu de uma discoteca à noite, e de o ter deixado, a seu pedido, alguns quilómetros mais à frente, mas sem admitir qualquer culpa.

Nove dias depois, a 14 de fevereiro, Nordahl Lelandais, que negara qualquer envolvimento no desaparecimento de Maëlys, confessou que a matou “involuntariamente”.

Isto depois de ter sido descoberta de uma gota de sangue da menina na bagageira do seu carro, que tinha sido lavado no dia seguinte ao desaparecimento da criança, na noite de 26 para 27 de agosto, quando participava num casamento numa pequena aldeia nos Alpes.

O homem levou os investigadores aos restos mortais da menina, mas recusou-se a responder às perguntas dos juízes de Grenoble, apesar de antes ter prometido que explicaria a morte “acidental” de Maëlys.

O suspeito será novamente ouvido pelas autoridades no dia 19 de março. Lelandais foi entretanto hospitalizado, “por precaução”, após a sua confissão.