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Mundial de Andebol: Portugal muito perto da surpresa

Portugal sofreu esta quarta-feira a primeira derrota no Campeonato do Mundo de andebol, frente à vice-campeã Noruega (29-28), que foi superior, mas teve de ‘suar’ para vencer o encontro da primeira jornada do Grupo III da ronda principal.

As vitórias na ronda preliminar – Islândia (25-23), Marrocos (33-20) e Argélia (26-19) – indicavam que a equipa comandada por Paulo Jorge Pereira chegava à ‘main round’ com os índices motivacionais altos, contudo, frente a uma das favoritas à conquista da competição, não foi capaz de contrariar o poderio adversário em todos os momentos do jogo, pecando, principalmente, na recuperação defensiva.

No reencontro entre as duas seleções, depois do confronto na fase preliminar do Euro2020, com Portugal a perder, então, com a Noruega, por 34-28, um dos melhores jogadores do mundo, o lateral-esquerdo Sander Sagosen, autor de seis golos, começou cedo a mostrar que iria, mais uma vez, levar a sua seleção às ‘costas’.

O jogador do THW Kiel, da Alemanha, inaugurou o marcador e, no mesmo lance, conseguiu ‘arrancar’ a exclusão a Alexis Borges, seguindo-se a de Daymaro Salina, ‘obrigando’ os ‘heróis do mar’ a jogar sem guarda-redes.

Apesar de, à partida para este jogo, Sagosen ter 30 golos em três partidas, Portugal até conseguiu anular os disparos de meia distância do lateral que, ainda assim, atacava bem o espaço concedido, atraía os defensores e libertava para os colegas finalizarem.

Alfredo Quintana mostrava-se na baliza quando Portugal mais precisava, conseguindo mesmo ‘sacar’ um livre de sete metros a Sagosen, mantendo, assim, as distâncias curtas no marcador, com ligeira vantagem para os nórdicos.

Paulo Jorge Pereira não gostava da postura apresentada na hora de recuperar e mostrou isso no ‘time-out’, ao alertar para o ponto forte nórdico, o contra-ataque rápido e bastante eficaz.

Se na Noruega, o lateral Harald Reinkind ia conseguindo algum protagonismo, no lado luso, Miguel Martins e André Gomes tentavam inverter o rumo com as suas habilidades entre os defensores e impedir que houvesse um grande desnível no marcador a favor da Noruega ao intervalo (14-16).

Iniciar os segundos 30 minutos contra menos um elemento ajudou os nórdicos a chegar à maior vantagem no encontro (quatro golos), incutindo ainda mais agressividade na defesa coesa, que impedia Pedro Portela, o melhor marcador luso na competição, de manter os bons registos.

Sagosen viria a receber duas exclusões num curto espaço de tempo e os ‘heróis do mar’ souberam aproveitar para empatar e passar mesmo para a frente do marcador, na reta final do jogo, fase em que o guarda-redes Humberto Gomes entrou para ‘fechar’ a baliza e manter a incerteza.

Contudo, nos últimos minutos, a armada lusa até esteve perto de conseguir o quarto triunfo ou, na pior das hipóteses, um empate, quando Rui Silva atirou ao poste.

Concluída a ronda 1, a França comanda a ‘poule’, com seis pontos, mais dois do que a Noruega e Portugal e mais quatro do que a Islândia e Suíça, com a Argélia ainda a zero.