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Nova Secretária de Estado das Comunidades é médica e autarca

Berta Nunes tem 64 anos, é licenciada em Medicina e, durante 19 anos, trabalhou como médica no Centro de Saúde de Alfândega da Fé. Em 2009 concorreu à presidência da Câmara desta vila transmontana.

Em entrevista ao jornal Expresso, Berta Nunes confessa ser uma mulher dos sete instrumentos e uma grande atração por trilhos convencionais que, ainda jovem, a levaram a trocar o Porto pelo Nordeste transmontano em busca da utopia ecológica, que acreditava numa vida mais próxima do que a terra produz e no valor terapêutico das plantas.

Quatro décadas passadas, Berta Ferreira Milheiro Nunes, é a sucessora de José Luís Carneiro na Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.

Em outubro de 2009, Berta Nunes foi eleita presidente da Câmara de Alfândega da Fé pelo Partido Socialista. Reeleita nas duas eleições seguintes (2013 e 2017), suspendeu o mandato a 1 de agosto deste ano, para ser a número dois do PS pelo distrito de Bragança, nas legislativas de 6 de outubro.

Falhou o sonho de chegar ao hemiciclo de São Bento porque o PS só elegeu um deputado por aquele círculo eleitoral, mas não falhou um outro desafio que abraçara em agosto: ir para Lisboa fazer política.

A 8 de outubro, dois dias depois das legislativas, Berta Nunes renunciou em definitivo ao mandato como presidente da Câmara de Âlfândega da Fé. Em declarações à Lusa, disse que já estava a exercer o seu último mandato, e queria “dar espaço” ao seu vice-presidente que deverá ser o candidato do PS nas autárquicas de 2021. Questionada também pela Lusa sobre um possível regresso à profissão, a médica deu uma resposta vaga: “É sempre uma possibilidade”.

Em 1996, doutorou-se em Medicina Comunitária no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, com uma tese que a devolveu aos seus projetos de juventude: “Ideias e as Práticas dos Leigos em relação ao Corpo e à Saúde”.

Em entrevista ao jornal I, em 2014, disse que foi viver para Alfândega da Fé para “estar mais perto das pessoas, da comunidade”, e por não gostar de viver na cidade.

Contou ainda que na não havia nenhum médico na sua família, mas sim muita religião. Por influência da mãe pensou ser missionária, sonho que abandonou na juventude.

O associativismo estudantil, e a revolução de Abril, levaram-na para política; como muitos da sua geração, estreou-se num grupo marxista-leninista — ilusão que acabou quando descobriu o “centralismo democrático”.

Entre 2005 e 2009 foi coordenadora da sub-região de Saúde de Bragança. Antes tinha sido diretora do Centro de Saúde de Âlfândega da Fé; coordenou ainda uma rede europeia de médicos em contexto rural.

Natural de Santa Maria de Lamas, distrito de Aveiro, Berta Nunes faz 64 anos a 25 de outubro.