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Pinguins de Magalhães representam Portugal no Dubai

O presidente da Estrutura de Missão sobre os 500 anos da primeira circum-navegação afirmou que a peça artística de Bordalo II na Expo Dubai valoriza a questão sobre a problemática do plástico, nomeadamente no oceano.

José Marques falava na Expo 2020 Dubai, a propósito da inauguração oficial da obra “Pinguins de Magalhães” frente ao Pavilhão de Portugal, da autoria de Bordalo II (de seu nome Artur Bordalo), feito à base de plástico reciclável.

“Temos aqui uma peça artística de Bordalo referenciada nos Pinguins de Magalhães, espécie essa também em perigo no que diz respeito à sua existência (…), mas por outro lado valorizando precisamente esta questão de todos nós nos preocuparmos com a problemática do plástico, com a problemática do plástico no oceano”, como também da sustentabilidade do planeta, acrescentou o presidente da Estrututura de Misssão para as Comemorações do V Centenário da primeira Circum-Navegação. 

“Hoje é uma oportunidade com um simbolismo muito especial, estamos no Dubai, estamos no Pavilhão de Portugal e aqui estamos celebrar um feito, um feito que é um marco na história da Humanidade, a primeira visão global integral do mundo, um mundo maioritariamente oceano”, salientou. 

“E é isso precisamente com uma peça artística extraordinária de uma criatividade lusa do nosso artista Bordalo II que nós estamos precisamente a valorizar o oceano”, a partir do qual “se desenvolveram todas as correntes culturais, económicas”, acrescentou José Marques.

Foi através do oceano que se desenvolveu a génese da globalização e 500 anos depois “estamos a refletir e a promover uma reflexão sobre o mundo que herdamos e o mundo que queremos construir e, sobretudo, o oceano que temos”, apontou o responsável. 

O grande desafio que se enfrenta é o da sustentabilidade do planeta e dos seus ecossistemas, referiu.

“Nada melhor” do que numa “cosmovisão partilhada refletir” e esta peça artística resulta num “elemento de sensibilização, um elemento pedagógico”, disse, apontando a quantidade de crianças e jovens que escolheram a obra para tirar uma fotografia.

Quanto à próxima iniciativa da Estrutura de Missão, esta acontecerá em breve em Leiria, com 500 jovens a plantar 500 pinheiros, dando prosseguimento à reflorestação.

O pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus – Ave do Estreito de Magalhães) deve o seu nome ao navegador português Fernão de Magalhães, cuja tripulação o avistou pela primeira vez enquanto navegava pela ponta da América do Sul, em 1520, refere uma nota de imprensa. 

Esta ave marinha habita as zonas costeiras do oceano Pacífico e Atlântico da América do Sul, particularmente na Argentina, Chile e nas Ilhas Malvinas e é uma das muitas espécies de pinguins que enfrentam sérias ameaças à sua sobrevivência. 

De acordo com a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o pinguim-de-Magalhães está classificado como “quase ameaçado”.

#portugalpositivo