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Presidenciais: sinais de todo o lado

Rui Rio até nem se incomoda em apoiar Marcelo Rebelo de Sousa na corrida às Presidenciais. Mas há muitos militantes, simpatizantes, ou apenas votantes no PSD – incluindo os volantes, a quem custa imenso votar em Marcelo.

Há muito boa gente entre as articulações supracitadas que ao longo do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa (MRS), o vêm criticando, sobretudo por causa da sua coabitação intensa e pacífica com António Costa.

E isto não é só no PSD. O CDS, especialmente algumas franjas, abominam ter que votar em Marcelo Rebelo de Sousa. Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS, à cabeça. Mas como não tem quadros que se queiram submeter a desilusões, aproveita a oportunidade para se aproximar – tentar reconciliar com a Direita mais à sua Esquerda, depois de mal sucedido quando piscou os olhos a André Ventura.

Ventura despeitou – mas não é inédito! – o CDS a não responder a FRS, ainda que este último não queira macular-se num apoio tácito ao candidato presidencial André Ventura.

Francisco Rodrigues dos Santos – o CDS – têm fortes dores de cabeça, mas tem, realmente, que dar sinais à Direita mais à sua Esquerda, claro, se não quer levar os parlamentares das próximas legislativas, agora não de táxi, mas de Smart, como tive a oportunidade de aqui dizer.

Teme e não quer ficar à margem de nenhures porque, como digo, Ventura quer testar as votações em si e no Chega, e Rui Rio não vê com muita clareza o limbo do presidente do CDS, e retarda responder-lhe por algumas tiradas – um modo de proceder ainda pior que Assunção Cristas, sua antecessora.

Conclusão: – Quer “os núcleos centrais” do CDS e do PSD, ficariam mais descansados se Marcelo Rebelo de Sousa dissesse não ao plebiscito.

Pairam memórias das presidenciais de 1986, quando o PCP deu ordem para os seus eleitores taparem, no boletim de voto, a imagem de Mário Soares na segunda volta, exactamente para inviabilizarem a eleição de Freitas do Amaral, que é também uma má memória para o CDS.

PCP – (Por Conta Própria): Este texto estava escrito antes do PSD declarar apoio formal à candidatura de Marcelo que ainda não se pronunciou. Tão pouco disse ainda que é candidato.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)

 

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