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Recolher obrigatório nas maiores cidades francesas

O governo francês declarou Estado de Emergência, esta quarta-feira, tendo em conta a evolução da pandemia de covid-19 no país, com recolher obrigatório entre as 21 horas e as seis da manhã em algumas grandes cidades do país.

Perante 20 mil novos contágios diários e a subida exponencial de casos covid em cuidados intensivos (1633 em 5000 camas), perante a constatação de que os vetores da segunda vaga pandémica em França são as reuniões privadas, as festas de família e amigos, os jantares, o Governo francês decidiu decretar o recolher obrigatório entre as 21 horas e as seis horas, a partir da meia noite de amanhã para 20 milhões de franceses. Porque é preferível ao reconfinamento, tentou explicar ontem o presidente francês.

“Desculpem dizê-lo assim”, admitiu Emmanuel Macron (veja entrevista abaixo), mas “é preciso conseguir reduzir os nossos contactos algo inúteis, os nossos contactos mais festivos”.

A medida aplica-se, ao abrigo do estado de emergência, durante quatro semanas, prazo máximo permitido ao Governo. Mas a ideia é propor ao Parlamento estendê-lo a seis semanas, por ser tido como o período adequado para incutir comportamentos responsáveis e reduzir os casos a três a cinco mil diários.

Além da região de Paris, estão em causa as metrópoles de Lille, Rouen, Saint-Etienne, Toulouse, Lyon, Grenoble, Aix e Montpellier. Os espetáculos deverão organizar-se para acontecer mais cedo, o trabalho (com teletrabalho voluntário) e a escola mantêm-se a funcionar e as férias estão autorizadas com o pedido de responsabilidade.

Haverá ajudas para os setores mais afetados, exceções à regra como no confinamento e multas de 135 euros. Trata-se apenas, insiste Macron, de “reduzir os contactos sociais”, aplicando a regra dos seis nos ajuntamentos, mesmo privados. Admite: “É duro ter 20 anos em 2020”.