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Sabia que o Toyota Supra voltou?

Para se falar acerca da história do Toyota Supra é preciso recuar 40 anos. Em Abril de 1978 a Toyota falou pela primeira vez no nome “Supra”, e disse que essa seria uma nova denominação para um desportivo maior e mais potente que o já conhecido Toyota Celica, na altura identificavam-no como A40.

O Toyota Celica Supra A40 viu o motor de quatro cilindros do Celica ser trocado por um motor de 6 cilindros que oferecia mais potencia e concedia ao Toyota Supra um ar mais luxuoso e superior ao seu irmão desportivo Celica. Chegou à Europa em 1982, mas apenas para o mercado britânico, por causa do volante à direita. O Reino Unido recebia apenas 100 unidades por mês.

Apesar do formato idêntico ao Celica, a distância entre eixos e a frente maior permitia à Toyota colocar o novo motor 2 litros 6 cilindros Twin-Cam no novo modelo. Outros destaques do Celica Supra incluiam os faróis “pop-up” e a suspensão independente.

A primeira geração do Toyota Celica Supra não teve grande fama no desporto automóvel, até porque não participou em quase nenhum campeonato ou prova. Já o Toyota Supra seguinte, o A60 teve uma carreira mais emocionante no campeonato inglês British Saloon Car Championship que chegou a ganhar em 1984.

Em 1985 o Toyota Celica Supra foi descontinuado e o Toyota Celica e o Toyota Supra passaram a seguir caminhos independentes. O Toyota Celica passou a ser um modelo de tracção dianteira e o Toyota Supra enveredou pela tracção traseira e pelo tamanho significativamente maior.

O novo Toyota Supra A70 foi lançado em Fevereiro de 1986 com uma carroçaria coupé ligeiramente mais curta que encontrava o equilíbrio entre o automóvel executivo de luxo e o desportivo. Tanto na dianteira como na traseira havia braços de suspensão duplos, com os braços superiores em alumínio forjado para redução de peso. As hastes da suspensão estavam conetadas a um reforço independente que reduzia as vibrações.

A terceira geração do Toyota Supra tinha à disposição dos clientes três motorizações de 6 cilindros com cilindradas de 2 e 3 litros, como é o caso atualmente. No topo da gama estava o motor 3 litros 7M-GTE, com turbo e intercooler, debitava 230cv de potência.

O mesmo motor foi mais tarde melhorado e passou a debitar 270cv na versão limitada 3.0 GT Turbo. Este era o automóvel japonês mais rápido da época. Este motor proporcionou a entrada do modelo nos campeonatos do Japão de Grupo A, campeonatos europeus de carros de turismo e Grupo A de Ralis, onde desfrutou de uma breve carreira dentro do WRC antes da chegada do Toyota Celixa GT Four ST165 em 1988.

Na altura toda a imprensa ficou convencida com o desportivo nipónico, tinha um conforto inigualável nas longas distâncias e recebeu vários elogios do ponto de vista da condução e performance. Naquela época a Toyota estava na “mó de cima” no Reino Unido com desportivos de excelência como o Toyota Celica, MR2 e o Toyota Supra que ganhou vários prémios atribuídos pela What Car?.

As versões mais espigadas com turbo só chegaram ao Reino Unido em 1989, logo após o facelift daquela geração do Supra. O motor 3.0 GT Turbo atraiu compradores uma vez que tinha mais 15% de potência e um binário de 344Nm. Com esta receita precisava de menos de 7 segundos para atingir os 100km/h.

Os automóveis desportivos nipónicos tiveram a sua época de ouro entre o inicio dos anos 80 e final dos anos 90 com fabricantes rivais da Toyota a lançarem automóveis como o Nissan 300ZX, o Mazda RX-7, o Honda NSX e o Mazda MX-5.

A competição entre as marca nipónicas estava ao rubro e a Toyota planeava o lançamento do Toyota Supra A80. A geração anterior ainda foi vendida até 1992 e viu o motor ser substituído pelo que iria sair na geração seguinte de 2.5 litros.

O Toyota Supra A80 foi revelado no salão de Chicago em 1993 depois de 4 anos de desenvolvimento que tinha diso coordenado pelo engenheiro Isao Tsuzuki, que também tinha contribuido para o desenvolvimento do primeiro Celica e para ambas as gerações do MR2.

O design sofreu uma grande lufada de ar fresco, recebeu forte influência do 2000 GT com uma linha de cintura e capô baixos e um spoiler traseiro opcional. Era brilhante do ponto de vista da aerodinâmica e pretendia atingir outro patamar em termos de performance. Este automóvel era mais baixo, mais curto e mais largo do que a geração de saída e tinha menos 100kg, graças à utilização de materiais leves, até nos tapetes.

Os motores JZ  de 3 litros atmosféricos ou bi-turbo tinham potências de 220cv ou 326cv, com os japoneses a deixarem a potência ficar-se pelos 280cv. O que é certo é que o Toyota Supra A80 tinha já prestações dignas de alguns supercarros. Este desportivo nipónico era tão rápido e potente que se iniciaram os comparativos com Porsche 911 da época e até com o Aston Martin DB7.

A geração A80 foi sem dúvida a melhor sucedida do automobilismo, uma vez que ganhou na classe nas corridas de montanha suíças, competiu nas 24h Le Mans em dois anos consecutivos, atacou Pikes Peak, foi competitivo nas corridas americanas da SCCA e tornou-se uma referência na Super GT do Japão desde 1995 até 2003.

Quando o Toyota Supra A80 saiu de produção no final de 1996, tinha apenas 600 unidades vendidas no Reino Unido. No final de 1998 a procura continuou a cair, até que em 2002 a Toyota retirou o modelo do mercado, principalmente porque era considerado caro demais para realizar alterações que o fizessem cumprir novas normas de emissões de CO2. Desde que se iniciou a produção em 1978 até que acabou em Abril de 2002 foram produzidas 593.337 unidades.

Após 17 anos, a quinta geração do Toyota Supra, o A90, nasce de uma parceria com a BMW, utilizando os motores, chassi e alguns componentes do Z4. O modelo é o primeiro a ser totalmente criado e desenvolvido pela Toyota Gazoo Racing, promete ser mais desportivo, irreverente e icónico que o seu “primo” bávaro.

O Toyota Supra A90 adopta uma linguagem de design desportiva e agressiva vincada pela frente com estilo “F1” que alberga entradas de ar generosas, pára-choques saliente, capô de dimensões generosas e assinatura luminosa especifica do modelo. A silhueta leva-nos de volta aos primeiros desportivos da marca. Adopta um capô longo, traseira curta, capas de retrovisores com recortes aerodinâmicos e tejadilho inclinado. Há entradas de ar tapadas sob as rodas e atrás das portas, que assumirão a sua função na versão de competição. Na traseira há um spoiler criado pela tampa da bagageira que serve para gerar downforce, um difusor traseiro digno de um GT que alberga duas saídas de escape. As ópticas são delgadas e estilosas e no centro do difusor temos uma luz de nevoeiro estilo Formula 1 em LED que se encarrega também da luz de marcha-atrás em forma de “U”. As jantes de 19 polegadas com dois tons são especificas do modelo e não há outras como opção.

No interior temos um tablier direito e uma consola central focada no condutor. Há assentos desportivos e uma qualidade de acabamentos e construção dignas da excelência. Temos ainda aplicações em carbono e alumínio, enquanto abunda o couro e os pespontos contrastantes. O painel de instrumentos foi criado pela Toyota e é totalmente digital, adopta as cores vermelho e branco, apresentando a informação de forma intuitiva principalmente em relação aos sistema de segurança e modos de condução. O sistema de navegação e multimédia é intuitivo, tem boa imagem e foi herdado do BMW Z4, há um sistema de som JBL e oferece serviços conectados, informações acerca do veiculo e ainda várias configurações.

Apesar de partilhar componentes com a proposta alemã. O Toyota GR Supra é um automóvel totalmente diferente. Uma das razões é o facto de ser um coupé e não um cabrio e ter sido desenvolvido com o intuito de ser um verdadeiro desportivo e não um automóvel para “passeios ao fim-de-semana”. A condução promete ser mais envolvente, devido a todas as afinações de suspensão, rigidez de chassi superior, configuração mais precisa e rígida da direcção e transmissão.

Debaixo do capô está um motor 3.0 Litros com 340cv de potência e 500Nm de binário, que proporciona uma aceleração dos 0 aos 100km/h em 4,3 segundos antes de atingir a velocidade máxima de 250km/h. A Toyota acaba ainda de anunciar uma versão de dois litros que permitirá baixar os preços do Supra.

Para descobrir o Supra no Luxemburgo visite o parceiro do BOM DIA, a garagem Toyota CAR Avenue em Schifflange/Foetz.

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