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UE reencontra-se com os seus valores

Sei bem que há quem esteja interessado em colocar outros temas na agenda política. Contudo, tenho para mim a convicção de que os temas que efetivamente preocupam os portugueses têm a ver com o controlo da epidemia e com o apoio à proteção do emprego e dos rendimentos, bem como à proteção e incentivo à atividade económica.

O que nos mobiliza está no objetivo de recuperarmos alguma da regularidade com que nos habituámos a viver antes desta pandemia e com a qual teremos de conviver durante vários meses. Tem de continuar a ser um esforço de todos. E tivemos uma boa notícia esta semana. A União Europeia e as lideranças dos seus estados-membros estão a reencontrar-se com os seus valores de coesão e de solidariedade. E, muito relevante, estão a fazê-lo a partir do seu mais importante eixo, o franco-alemão. A decisão de lançar um fundo de recuperação económica e social de 500 biliões de euros para apoiar os setores e as regiões mais afetadas pela crise é um sinal claro dessa vontade política. E assume prioridades que estão em linha com as opções políticas nacionais: transição para uma economia verde e digital e o reforço da investigação e da inovação.

O que é verdadeiramente relevante, tendo em vista alcançar o objetivo a que se propõe o nosso país e a União, é a valorização da estrutura produtiva e de adaptação às alterações que se estão a verificar nas cadeias de valor globais. Ora, esta decisão é tanto mais importante porquanto ela dá seguimento e reforça de modo muito claro a opção anterior do Eurogrupo e que se traduziu na criação de uma rede de segurança de 540 mil milhões de euros, destinados a financiar as empresas e a proteger o emprego e os rendimentos do trabalho. Com este caminho e com o contributo das forças políticas, económicas e sociais, temos condições para vencer esta crise.

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