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Uma freira portuguesa a ajudar crianças de Timor há dez anos

A irmã Maria da Conceição Lopes, Dominicana de Santa Catarina de Sena, em missão em Timor partilhou como é viver ao “ritmo do sino da Igreja” e “reaprender a infância”.  “Aqui eu tive de reaprender o que aprendi na infância e começar a ouvir os sinos da manhã para rezar Avé Marias e o Ângelus, aqui vivemos ao ritmo do sino da Igreja e, ao mesmo tempo do cantar dos galos e dos animais à nossa volta”, conta.

A religiosa natural de Castro Daire, perto de Viseu, recorda os sons que ouvia na infância e assume ter encontrado “simplicidade” no povo timorense.

“Sinto a simplicidade neste povo e estar com estas crianças parece que nos enche, não temos tempo para nós nem para nada, a toda a hora estamos cercadas de crianças”, assume.

A irmã Maria da Conceição Lopes está na missão do Remexio, a cerca de 25 km da cidade de Díli, “uma localidade na montanha” e onde “a maior parte das pessoas vive da agricultura de subsistência”.

“A população, na sua maioria são crianças e jovens, como em todo o país, o que cria um grande desafio para nós; abrimos atividade de tempos livres, porque, apesar da educação ser fraca, há muitas escolas da parte da manhã mas à tarde ficam sozinhas sem ocupação”, refere.

Dominicana de Santa Catarina de Sena há 30 anos, Maria da Conceição Lopes sente-se “muito feliz” em Timor, lugar de missão que recebeu com “muita alegria” em 2010.

“Eu recebi este destino com grande alegria, esta missão faz parte de um sonho que tinha desde os 11 anos, porque tive uma catequista que foi para missão em Angola e parece que fiquei com o bichinho da missão dentro de mim, mas só aos 18 anos entrei na congregação”, recorda.

Em Portugal a religiosa passou por várias comunidades e esteve no Externato de São José, como diretora durante oito anos, de onde saiu para abraçar o desafio em Timor.

“O grande desafio foi a língua porque embora como segunda língua seja o Português, eles praticamente não falam; depois há dimensões da cultura, compreender e distinguir o que é cultura e tradição mas às vezes é quase impossível”, afirma.