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Uma sindicância a fazer

Há factos que passam porque começam a ser muito pouco compreensíveis. Outros ficam sensivelmente pelo mesmo motivo.

Lembro-me de Paulo Sucena, antigo secretário-geral da FENPROF (Federação Nacional dos Professores), que era uma cortesia, uma serenidade, toda uma diplomacia.

O senhor Paulo Sucena foi aquilo que eu designo de verdadeiro, outros dizem histórico, secretário-geral da FENPROF, imediatamente anterior a Mário Nogueira que está a cumprir o quinto mandato.

Lembro o meu agradado com tanta classe que dava a evidência que representava devidamente uma classe. Uma classe que não é de facto qualquer uma: a dos professores.

Paulo Sucena tem inspiração dos “grupos de estudo” da década de 1970, percursores das associações de professores que carrearam vitórias como o pagamento dos doze meses do ano lectivo. Até 1969/70 os professores eventuais não recebiam nas férias.

Temos presenciado D. Ana Rita Cavaco, suponho que muito lídima Bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE), a marcar a agenda da Comunicação Social generalizada. Dizer muito mais da bastonária não aproveita, porque afável ou menos afável quando pretende marca o alinhamento da CS. Suficiente para não lhe perdermos o rasto. Outras vezes o resto.

Ana Rita Cavaco é casos de estudos, mas dediquêmo-nos daqui a nada ao estudo. Ao professor Mário Nogueira.

Por ora digamos que num governo PSD, Ana Rita Cavaco não seria mera ajudanta de Ministra (cf.) Cavaco Silva.

Tê-la-iamos num ministério dos mais importantes: Finanças, Economia, sei lá – vários deles para além do óbvio que é Ministra da Saúde.

É uma bastonária que representa muito bem uma sindicalista.

Ora sindicalista mais baixo de classe, temos de facto o senhor Mário Nogueira. Mário Nogueira não age como líder da FENPROF. É vulgar, grosseiro, e não encontro a designação ajustada ao que representa.

Mas não venho fazer crer que ser sindicalista é indigno. Pode-se pensar que sim. Sempre pensei o contrário, que é o óbvio. Ainda que em Portugal o sindicalista continue a ser muito mal visto, inclusivamente pela classe a que representa. Eu sei do que estou a falaaar!

É ainda fruto da ditadura que se fazia querer no que era ditado e não haver informação. É confrangedor quem ainda vê um sindicalista como um menor, porque não evoluiu em termos de informação.

Só que há lugar. Lugares para estarmos e sermos. Sermos nós.

Não um arrogante. Para mim representa na linguagem comum, naquela que outro narrador agora mesmo escrevia palhaço. Mas…

Mas… para mim um palhaço é muito digno, muito admirável. Não quero ofender, desmerecer do verdadeiro palhaço.

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)