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CGD aposta no “private banking” junto da diáspora no Luxemburgo

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A evolução da economia internacional, o comportamento dos mercados financeiros e as oportunidades que se abrem para Portugal estiveram no centro do encontro “Outlook de Economia e Mercados”, promovido pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Centro Cultural Camões, no Luxemburgo.

A iniciativa, organizada pelo escritório de representação da CGD no Luxemburgo, contou com a colaboração do Escala Business Club e o apoio da Embaixada de Portugal no Luxemburgo, reunindo clientes, empresários e parceiros da instituição.

Entre os representantes da Caixa estiveram António Valente, administrador executivo e CFO da CGD, Maria de Lurdes Sousa, responsável pelo Gabinete de Escritórios de Representação, Sandra Costeira, da Direção de Private Banking e Wealth Management, e Teresa Veríssimo, responsável pela representação da CGD no Luxemburgo. Luís Pereira Coutinho, cuja presença estava inicialmente prevista, acabou por não participar no encontro.

Na abertura, o embaixador de Portugal no Luxemburgo destacou a evolução das relações económicas entre os dois países e a importância do Grão-Ducado enquanto parceiro de Portugal. Na sua intervenção, chamou a atenção para a posição do Luxemburgo enquanto importante investidor em Portugal, sublinhando que o investimento direto luxemburguês em Portugal ocupa uma posição de destaque, apenas atrás do espanhol.

O diplomata salientou igualmente o interesse que os mercados internacionais têm vindo a demonstrar por Portugal, considerando que existe atualmente uma oportunidade para o país captar uma maior parcela dessa dinâmica. Nesse contexto, deixou uma reflexão dirigida também ao setor financeiro: os bancos poderão desempenhar um papel importante no aproveitamento deste ambiente favorável e na canalização de investimento para Portugal.

“Temos a obrigação de ser um baluarte daquilo que nos une”

António Valente colocou a intervenção da Caixa num contexto mais amplo, associando a atividade do banco à relação histórica entre Portugal e as suas comunidades no estrangeiro.

“O nosso banco tem a obrigação de ser um baluarte daquilo que nos une”, afirmou o administrador, defendendo que a CGD tem procurado desempenhar esse papel ao longo da sua história.

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Com quase 150 anos de existência, a Caixa Geral de Depósitos mantém uma forte ligação à evolução económica e social do país. António Valente destacou aquele que considera ser um momento particularmente positivo na história da instituição, lembrando simultaneamente a liderança da Caixa em vários segmentos do mercado português.

Entre os exemplos apresentados esteve o crédito à habitação, com a indicação de que a CGD financia atualmente um em cada três jovens que recorrem ao banco para aquisição de habitação.

A intervenção serviu também para reforçar a importância da rede internacional da Caixa e da ligação às comunidades portuguesas. O grupo está atualmente presente em 18 países e quatro continentes, com atividade que inclui banca comercial, banca de investimento, gestão de ativos e atividade imobiliária, entre outras áreas. (Caixa Geral de Depósitos)

Private Banking com uma lógica menos oportunista

A análise dos mercados esteve a cargo da equipa de Private Banking e Wealth Management, com Tiago Mergulhão a apresentar a perspetiva da Caixa sobre o atual contexto económico e financeiro.

Entre os temas abordados esteve a atuação do Banco Central Europeu, caracterizada por uma postura prudente, bem como o papel do dólar norte-americano enquanto moeda de refúgio em períodos de maior incerteza.

A questão energética foi identificada como um dos principais desafios do atual contexto económico. Para a Caixa, a estabilidade deste setor será determinante para a evolução das economias e para o comportamento das empresas e dos mercados.

Na Europa, foi igualmente apontada uma oportunidade relacionada com a implementação das propostas apresentadas por Mario Draghi sobre a competitividade europeia. Na perspetiva apresentada no encontro, algumas dessas medidas poderão criar condições mais favoráveis para as empresas europeias e contribuir para reforçar a capacidade competitiva da economia.

No domínio da gestão de patrimónios, a mensagem transmitida pela equipa da Caixa foi a de uma abordagem menos centrada em oportunidades de curto prazo e mais orientada para uma gestão consistente das carteiras.

“Gerimos os portefólios dos clientes de forma menos oportunista e mais realista” foi uma das ideias transmitidas durante a sessão, numa referência à importância de acompanhar os investimentos tendo em conta o perfil, os objetivos e o horizonte temporal de cada cliente.

Caixa Private: acompanhamento personalizado e oferta integrada

O encontro serviu também para apresentar o modelo Caixa Private, dirigido a clientes de elevado património e assente numa combinação de acompanhamento personalizado, soluções de investimento e acesso à estrutura global do Grupo Caixa.

Segundo a informação disponibilizada pela Caixa, o modelo assenta numa relação de proximidade com um Private Banker dedicado, responsável por acompanhar o cliente e identificar soluções adequadas às suas necessidades. A oferta integra áreas como poupança e investimento, financiamento, proteção e serviços para a gestão quotidiana.

Entre as soluções disponibilizadas encontram-se carteiras de investimento diversificadas, depósitos a prazo com condições diferenciadas, seguros financeiros, informação e análise de mercados, bem como soluções de investimento em arquitetura aberta. Neste último caso, a CGD refere o acesso ao mercado global de ETF e a mais de 50 mil fundos de investimento externos.

O modelo inclui ainda uma ferramenta de “Portfolio Overview”, destinada ao acompanhamento contínuo dos investimentos, e uma componente de informação e acompanhamento dos mercados. A área de Wealth Management da CGD refere igualmente a disponibilização regular de relatórios sobre a composição e evolução do património, acompanhados por informação sobre a situação dos mercados financeiros.

Uma das mensagens deixadas no Luxemburgo foi precisamente a importância desta capacidade de acompanhamento de longo prazo, sobretudo num contexto de maior volatilidade e de transformação dos mercados.

Aposta na diáspora

A presença da CGD junto das comunidades portuguesas no estrangeiro assume particular relevância nesta estratégia. Tiago Mergulhão destacou o historial de acompanhamento dos clientes de Private Banking e a intenção de reforçar esta atividade através da rede internacional da Caixa.

A instituição mantém escritórios de representação em vários países com comunidades portuguesas significativas, incluindo Luxemburgo, Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Suíça, Canadá, África do Sul e Venezuela.

No Luxemburgo, a CGD abriu o seu escritório de representação em 2021, com o objetivo de reforçar a ligação entre os clientes residentes no Grão-Ducado e a oferta disponível em Portugal, nomeadamente nas áreas do imobiliário, negócios, poupança, investimento e reforma.

A atual estrutura internacional do Grupo estende-se, porém, muito além dos escritórios de representação, abrangendo bancos e sucursais em diferentes geografias. O relatório de 2025 da CGD identifica presença do grupo em países europeus, africanos, americanos e asiáticos, num total de 18 países.

É precisamente esta dimensão internacional que a Caixa pretende utilizar para desenvolver o negócio de Private Banking junto de portugueses e outros clientes com património e interesses financeiros em diferentes países.

O encontro terminou com um momento de networking entre os participantes, permitindo prolongar a discussão sobre a evolução da economia e dos mercados e, simultaneamente, reforçar os contactos entre a CGD, empresários, investidores e parceiros da instituição no Luxemburgo.

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