Imocomunidades identifica vantagens para emigrantes que pensam investir em Portugal
Análise da plataforma conclui que muitos emigrantes podem ficar fora do IMT de 7,5%. E alerta: parte das mudanças ainda não saiu do papel.
A Imocomunidades, feira digital do imobiliário de Portugal para as comunidades portuguesas, analisou as novas regras da habitação. O objetivo foi perceber o que muda para quem vive fora e pensa investir para arrendar em Portugal.
A análise cruzou o Decreto-Lei n.º 97/2026, o Ofício-Circulado n.º 40131/2026 da Autoridade Tributária e a Proposta de Lei n.º 103/XVII/1.ª. A conclusão é clara. As novas regras trazem vantagens concretas para os emigrantes. Mas nem todas estão já disponíveis.
Cinco vantagens para quem vive fora
- Menos imposto sobre as rendas. As rendas de habitação até 2.300 euros por mês pagam 10% de IRS, em vez da taxa geral de 25%. A medida vale desde 1 de janeiro de 2026 e até ao final de 2029.
- IMT normal para quem já viveu em Portugal. A lei afasta a taxa fixa de 7,5% para quem já foi residente fiscal em Portugal. A Autoridade Tributária esclareceu que basta tê-lo sido em qualquer momento anterior. Para a primeira geração de emigrantes, a poupança pode chegar a vários milhares de euros.
- Devolução do IMT para quem regressa ou arrenda. Quem pagou os 7,5% pode recuperar a diferença se passar a residir em Portugal nos dois anos seguintes. Também a pode recuperar se arrendar a casa até seis meses após a compra, com renda até 2.300 euros. O imóvel tem de ficar arrendado pelo menos 36 meses nos primeiros cinco anos.
- Casais com um cônjuge que já viveu em Portugal. Nos casais em comunhão de bens, a taxa de 7,5% só se aplica se nenhum dos dois tiver sido residente em Portugal. Basta que um deles o tenha sido para se aplicarem as taxas normais.
- Mais proteção em caso de incumprimento, se a reforma avançar. A proposta reduz de três para dois os meses de atraso que permitem resolver o contrato. E junta num só processo a saída do imóvel e a cobrança das rendas.
O que ainda falta
A análise identifica também dois pontos de cautela.
- A reforma do arrendamento ainda é uma proposta, em apreciação na Assembleia da República. Mesmo que avance, a publicação deverá acontecer só depois do debate do Orçamento do Estado para 2027.
- O Regime Simplificado de Arrendamento Acessível está em vigor desde 1 de setembro. À data deste comunicado, continua à espera da portaria com os limites de renda. A plataforma de adesão do IHRU também não está ativa.
“Durante anos, muitos emigrantes deixaram a casa fechada por receio e por falta de informação”, afirma Alexandre Bray, fundador e CEO da Imocomunidades. “Estas regras não eliminam todos os riscos. Mas tornam o arrendamento bem mais interessante do que era há um ano.”Sobre o IMT, o responsável sublinha: “Muitos emigrantes ainda não sabem que podem não pagar os 7,5%. Antes de assinar a escritura, vale a pena confirmar a situação com um especialista”
A Imocomunidades não presta aconselhamento fiscal ou jurídico. Quem quiser avaliar o seu caso é encaminhado para parceiros certificados. A análise completa está publicada em imocomunidades.com.
Para quem pensa investir para arrendar a partir do estrangeiro, a plataforma reúne informação e parceiros em imocomunidades.com/investir-para-arrendar.
Sobre a Imocomunidades
A Imocomunidades.com é a feira digital do imobiliário de Portugal. É dedicada às comunidades portuguesas no mundo e aos não residentes. Está disponível em português, francês, inglês, alemão e espanhol. A plataforma liga quem vive fora a parceiros certificados em Portugal. Não cobra comissões nem presta aconselhamento direto. É operada pela Imoedit Sàrl, com sede no Luxemburgo.