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Papa Leão XIV e Macron defendem diálogo entre Estado e religiões durante encontro em Paris

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A laicidade francesa «não é de modo algum a negação da religião», afirmou esta sexta-feira, 25 de setembro, Emmanuel Macron durante a receção ao papa Leão XIV no Palácio do Eliseu, no início da visita do pontífice à França.

Perante o papa, o Presidente francês sublinhou que a separação entre o Estado e a Igreja, estabelecida em França no início do século XX, não significa excluir a religião da sociedade.

«A República tem o dever de permitir a cada um, em consciência, pensar e expressar o seu ponto de vista em todas as esferas da sua existência, acreditar ou não acreditar, tanto na intimidade como na esfera pública, desde que respeite as leis», afirmou Emmanuel Macron.

O chefe de Estado francês destacou igualmente o combate à intolerância religiosa, considerando que o respeito pelas religiões constitui uma das frentes em que a França deve continuar a agir.

«Nos últimos 15 anos, os atos cometidos contra bens ou pessoas devido à sua religião registaram, infelizmente, um recrudescimento», afirmou Macron, acrescentando que estas «insuportáveis manifestações de intolerância» atingem a comunidade cristã, mas também as comunidades judaica e muçulmana.

Para o Presidente francês, trata-se de um «combate essencial» para formar «os espíritos para a tolerância». Macron defendeu ainda que «a procura da paz em todas as frentes é uma necessidade existencial».

No seu primeiro discurso em França, depois da intervenção de Emmanuel Macron, Leão XIV abordou também a questão da laicidade, perante representantes da classe política, da sociedade civil e do corpo diplomático reunidos no Eliseu.

Para o papa, uma «justa laicidade» não significa excluir a religião do espaço público. Pelo contrário, deve permitir que «o Estado e as instituições religiosas dialoguem entre si e unam as suas forças ao serviço do bem comum».

O pontífice considerou que esta «verdadeira laicidade» não deve rejeitar a dimensão religiosa, mas pode «tirar partido dela como recurso educativo».

Foi neste contexto que Leão XIV defendeu o lugar da escola católica no sistema educativo francês.

«A escola católica tem todo o seu lugar no panorama educativo de um país como a França», afirmou o papa, referindo-se ao país como uma nação com «raízes cristãs».

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