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Seguro reage à morte de Jorge Palma: “Deixa uma profunda saudade”

© DR

O Presidente da República considerou que 2026 está a ser “um ano terrível” com a perda de figuras da cultura e música portuguesas, e afirmou que o cantor e compositor Jorge Palma “deixa uma profunda saudade”.

“Fica uma enorme saudade. Como eu costumo dizer, com pessoas que nos marcam, com criadores com esta profundidade, com esta beleza, a falar do amor, a falar da amizade, a falar da generosidade, a falar do riso, fica uma profunda saudade”, disse António José Seguro.

O Presidente da República, que falava aos jornalistas em Troia, no concelho de Grândola, durante uma visita ao REPMUS (Robotic Experimentation and Prototyping Augmented by Maritime Unmmanned Systems), o  maior exercício de experimentação operacional de sistemas não tripulados do mundo, e começou por dizer que tem sido um ano terrível, devido à perda de figuras marcantes da música e da cultura portuguesa.

O músico Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória

“Já tínhamos perdido o Luís Represas, perdemos hoje Jorge Palma. Nós sentimos um pouco que as coisas da sua saúde não estavam bem, porque queríamos muito, quisemos muito que ele estivesse na festa do Livro em Belém. Chegou a estar prevista a sua participação, mas, infelizmente, pelas razões que todos nós conhecemos, o seu estado de saúde deteriorou-se”, disse.

“Curvo-me perante aquilo que foi a sua vida criativa, a contribuição, a beleza que deu para a nossa música, para a nossa cultura. Vamos sempre recordá-lo, porque, como eu tive a oportunidade de dizer, a propósito do Luís Represas, parte a voz, mas ficam as canções, ficam os poemas, da maneira inconfundível como ele cantava as suas canções e nos tocou. Tocou gerações, tenho a certeza que nos vai continuar a tocar”, frisou o chefe do Estado.

António José Seguro afirmou ainda que as músicas de Jorge Palma vão continuar a tocar no Palácio de Belém, considerando que se trata uma “justa homenagem àqueles que nos fizeram tantas vezes companhia e que nos vão continuar a fazer companhia”.

“Há tantas músicas, há aquela frase que todos nós conhecemos, ‘Enquanto houver estrada para andar, nós vamos continuar’, o ‘Deixa-me Rir’, que é também muito desconcertante perante tantas tropelias da vida, o ‘Bairro do Amor’. São tantas, tantas, tantas, que eu não quero destacar”, disse.

“Elas fazem-nos muita companhia, fizeram-nos muita companhia, marcaram muitos momentos da nossa vida individual, da nossa vida coletiva. Eu presto-lhe a minha homenagem e endereço os meus sentimentos à sua mulher, aos seus filhos, a toda a sua família e à música portuguesa”, concluiu António José Seguro.

Numa mensagem partilhada nas redes sociais, a família recorda que Jorge Palma, com uma carreira com mais de meio século, “deixa uma obra assinalável que faz parte da história” portuguesa, bem como “muitos amigos pelo mundo, pessoas que conquistou com a sua generosidade e genialidade”.

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