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Seleção com muito trabalho pela frente?

© lusa

Portugal arrancou a ‘era’ Jesus e a defesa da Liga das Nações de futebol com um triunfo sem brilho sobre o País de Gales (1-0), em que ficou claro que o novo selecionador tem muito trabalho pela frente. 

No Estádio José Alvalade, em Lisboa, o avançado João Félix marcou, aos 22 minutos, o único golo do encontro do Grupo A4, suficiente para dar uma estreia vitoriosa a Jorge Jesus e também um arranque triunfante à seleção nacional na defesa do título da Liga das Nações.

Valeu a vitória num jogo em que ficou claro que Portugal está em transformação e em adaptação às novas ideias de Jesus, depois de três anos e meio sob o comando do espanhol Roberto Martínez.

Com alguma surpresa, o novo selecionador fez apenas uma alteração na equipa titular em relação ao último jogo de Martínez, que foi no Mundial2026 em julho frente à Espanha, colocando Rúben Neves no ‘onze’ e lugar de João Neves, que acabou relegado no banco de suplentes.

Com apenas três dias de trabalho com Jesus, com novos métodos e sobretudo novas ideias de jogo, passando do 4-3-3 de Martínez para um 4-4-2, a equipa portuguesa acabou por sentir essas mudanças, acabando por fazer um jogo esforçado, mas que acabou por ser suficiente para chegar ao triunfo.

Logo no arranque da partida, o País de Gales pegou no comando do jogo, perante uma equipa das ‘quinas’ que foi somando vários passes falhados e que mostrou claramente que estava algo perdida em campo, sobretudo a nivel de meio campo.

Isso foi criando alguma falta de confiança nos jogadores portugueses, aparecendo nesta altura Nuno Mendes, o melhor em campo e a unidade mais esclarecida do lado da seleção nacional em toda a partida. 

No dia em que chegou aos 50 jogos por Portugal, Mendes recuperou uma bola a meio campo, encontrou João Félix à entrada da área, com o avançado a atirar com sucesso para as redes do guarda-redes Ward, que ficou algo mal na ‘fotografia’.

Subitamente, e sem ter feito grande coisa para isso, Portugal estava em vantagem, mas isso não fez que o jogo tenha ficado mais simples.

Até ao intervalo, com mais ou menos dificuldade, a seleção lusa lá foi mantendo o controlo da partida, mas quase sempre com um ou outro passe feito em dificuldade e na direção errada.

Nesse período, destaque apenas Cristiano Ronaldo, que, completamente solto, atirou fraco já dentro da área, num lance em que tinha tudo para fazer bem melhor.

A primeira parte não teve grande brilho, longe isso, acontecendo o mesmo na segunda metade, embora Portugal tenha regressado algo melhor dos balneários.

Com muita bola, mas também com alguma lentidão a falta de risco no último passe, entrou em cena Cristiano Ronaldo, primeiro ao falhar à boca da baliza uma grande oportunidade, atirando a bola por cima, e depois a marcar mesmo com um toque de classe, num lance em que o VAR apanhou o capitão português em posição de fora de jogo.

Pouco depois, o jogador de 41 anos acabou rendido por Gonçalo Ramos e Ruben Neves deu o lugar de trinco a João Palhinha, com Portugal a não ganhar nada com estas trocas.

Continuaram os passes falhados e as bolas perdidas, situação que fez o País de Gales começar a acreditar que podia pontuar no seu primeiro jogo oficial de sempre em solo luso.

Isso só não aconteceu aos 74 minutos por causa da barra e de Ruben Dias, num lance em que a defensiva lusa, guarda-redes Diogo Costa incluindo, foram apanhados totalmente a dormir. Jesus bem pode agradecer aos ‘deuses’ por não ter sofrido aqui o empate.

Vitinha e Gonçalo Ramos ainda atiraram ambos à figura de Ward, naqueles que foram os únicos lances ofensivos de Portugal até final da partida.

Jesus ainda fez primeiro entrar Nuno Tavares, poupando Nuno Mendes para a Noruega, e depois Diogo Dalot e João Neves, estes já quase nos descontos, substituições sem qualquer efeito.

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